Cuidados e orientações antes de realizar uma cirurgia

Todo o período antes da realização de uma cirurgia, chamamos de pré-operatório. Diversos cuidados devem ser tomados neste momento, principalmente quando está relacionado a internação hospitalar. Dúvidas e medos são frequentes devido às incertezas em um momento tão delicado. Algumas orientações são importantes para amenizar a ansiedade nesse cenário, veja só:
1. Manter uma alimentação equilibrada e ingerir bastante líquido na semana anterior à cirurgia.
2. Cuidados com alimentação, aumentando a quantidade de fibras na dieta, tal qual como verduras e legumes. 
3. Reduzir a carga de tabagismo e não consumir álcool nos 7 dias anteriores ao procedimento cirúrgico
4. Chegar cedo ao hospital para seguir todos os trâmites da internação
5. Sempre comunicar a equipe médica em caso de gripe ou resfriado nos dias que antecedem a cirurgia
6. Uso de piercings, implantes capilares sintéticos, brincos e alianças devem ser comunicados anteriormente para que toda atenção seja dada, a fim de evitar acidentes relacionados ao uso de bisturis elétricos.
7. Sempre procure ir acompanhado ao hospital para que algum parente ou amigo também possa ajudar na aquisição de informações prestadas pela equipe de profissionais de saúde.
8. Esmaltes com cores fortes atrapalham a leitura do oxímetro de pulso, o aparelho que é responsável pela leitura da oxigenação do sangue. Elas devem ser evitadas nesse momento.
9. Siga rigorosamente as recomendações da equipe médica
10. Atualmente existem protocolos para recuperação cirúrgica mais rápida, entretanto, alimentos sólidos são proibidos por um período de 8 (oito) horas antes da cirurgia. 

Essas 10 dicas podem ser úteis durante o período pré-operatório. Fique atento!

Equipe CCP Rio

O que é uma dieta anti-inflamatória e como ela pode me ajudar no combate a Endometriose?

Já é muito bem estabelecido que uma interação multiprofissional ou multidisciplinar para o tratamento integral da Endometriose é ponto pacífico ao longo do tratamento desta doença. Médicos de várias especialidades, ginecologistas, coloproctologistas, urologistas, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas fazem parte do time para essa integração.

Sabemos que a dieta possui um importante papel, não diretamente na cura, mas na atenuação dos sintomas. Dieta reduzida em alimentos pró-inflamatórios se faz importante no contexto de diminuir o gatilho inflamatório deflagrado pela doença. As mudanças alimentares não são feitas imediatamente, necessário perseverança. Perda ponderal, regularização da função intestinal, hidratação adequada são passos importantes para um bom equilíbrio do nosso organismo.

Uma grande lista de alimentos são considerados como pró-inflamatórios, ou seja, aumentam a resposta inflamatória do nosso corpo, estes são:

  • alimentos industrializados, ultra processados, embutidos, enlatados
  • ricos em açúcares, ricos em gordura animal
  • alimentos ricos em glúten
  • laticínios
  • carne vermelha
  • álcool

Já a dieta anti-inflamatória é rica em substâncias que ajudam a reduzir a reposta inflamatória do nosso organismo e é recomendada em várias outras doenças não somente Endometriose:

  • peixes ricos em omega-6 como salmão, atum, sardinha
  • linhaça, chia, gergelim
  • azeite de oliva extra-virgem
  • vegetais verde escuros
  • chá verde, açafrão, cúrcuma
  • chocolate amargo 70%

Combater a constipação intestinal principalmente no período pré-operatório, caso a paciente necessite de cirugia, é fundamental para manter um bom equilíbrio da saúde intestinal e melhor recuperação no período pós-operatório. Caso se interesse mais pelo assunto, marque com nossas nutricionistas se precisar de ajuda.

Equipe CCP Rio

Doença Diverticular

A doença diverticular é relativamente comum em pessoas com mais de 60 anos de idade. Se caracteriza por uma “frouxidão” da camada muscular do intestino grosso propiciando o surgimento de saculações (pequenas bolsas) ao longo da parede intestinal.

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Dicas para sua Saúde Intestinal

1- Evitar usar papel higiênico. Utilize água (ducha higiênica) e sabonetes líquidos neutros ou glicerina para higiene pessoal;

2- Não permaneça por muito tempo sentado no vaso sanitário lendo smart phones, jornais ou revistas;

3- Prática de  exercícios físicos regulares é benéfica para combater prisão de ventre;

4- A alimentação é um dos principais fatores que interferem no funcionamento do intestino. Confira os principais hábitos alimentares que podem ajudá-lo(a) a manter ou melhorar a função intestinal:

  • Manter um adequado consumo de fibras, especialmente as fibras chamadas insolúveis (fibras que funcionam como uma “vassoura” no intestino, pois seguram água e ajudam a empurrar o bolo fecal ao longo do intestino). Fontes de fibras insolúveis: frutas com cascas ou bagaços, frutas passas (damasco, ameixa, figo), frutas oleaginosas (castanhas, principalmente do Pará, amêndoas e nozes), frutas laxativas (mamão, ameixa, laranja), verduras e legumes crus;
  • Preferir o consumo de alimentos integrais: como pães integrais, arroz integral, farelo de trigo ou aveia, linhaça, gergelim, granola, farinha de Psyllium;
  • Linhaça, granola, aveia ou farelo de trigo devem ser adicionados às preparações doces ou salgadas, de 01 à 03 col. de sopa/dia.
  • Cuidar o consumo de alimentos de ação mais constipante, tais como: maçã, banana, chuchu, abobrinha, cenoura cozida, batatas, mandioquinha, amidos ou farináceos refinados, e açúcar;
  • Beber 2 a 3 litros de água ao dia ou no mínimo 8 copos. Lembrando que o alto consumo de fibras e baixa ingestão de água pode agravar a constipação intestinal, tornando o trânsito ainda mais difícil e lento.
  • REDUZIR CONSUMO DE CARNE VERMELHAS E FRITURAS
  • REDUZIR A INGESTÃO CONDIMENTOS / EMBUTIDOS / ENLATADOS

Prevenção do Câncer Intestinal

Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) o câncer de intestino (cólon e reto) atinge cerca de 5% da população mundial, ou seja, a cada 100 pessoas 5 serão acometidas desta doença. Existem várias maneiras de detectar precocemente esta doença com a perspectiva de tratá-la numa fase inicial. Saiba mais:

  • Eu tive um caso na família de câncer colorretal, o que isto significa para mim?
    O fator genético (hereditariedade) é muito importante. Veja quais foram os casos na sua família e a idade dos parentes acometidos, leve esta informação para o seu médico
  • Mesmo que eu não tenha tido nenhum familiar com a doença, eu tenho que me prevenir
    Sim. Recomenda-se que algum exame preventivo seja feito a partir dos 50 anos de idade.
  • Como posso fazer para detectar mais precocemente e quais são os tipos de exames preventivos?
    • 1. Pesquisa de sangue oculto nas fezes – Através de uma amostra de fezes será levada para um laboratório de análises clínicas convencional, realiza-se a pesquisa de hemoglobina (molécula do nosso sangue) naquela amostra de fezes. É um exame simples e fácil de ser feito, entretanto, só tem utilidade para o caso em que o paciente NÃO apresentam sangramento e também não é 100% fidedigno.
    • 2. Retossigmoidoscopia – pode ser feito no consultório do médico coloproctologista, requer um preparo fácil com o simples esvaziamento da ampola retal, entretanto, possui uma limitação de não “enxergar” todo o intestino grosso.
    • 3. Colonoscopia – É o método mas eficaz para análise do todo intestino grosso (cólon), entretanto, requer um ambiente próprio para sua realização ou numa clínica especializada ou hospital, tal qual, preparo intestinal mais rigoroso e sedação realizada por um médico anestesista.
  • Quando que tenho que repetir estes exames?
    Isto dependerá do tipo que exame que você realizou ou dos achados de alteração da colonoscopia. Supondo que sua colonoscopia foi inteiramente normal, este exame poderá ser repetido a cada 5 anos.
  • O que posso fazer para prevenir este tipo de câncer?
    Tenha hábitos de vida saudável! Prática de exercícios físicos regularmente e alimentação equilibrada.

O que é Histeroscopia?

A histeroscopia é um exame ginecológico que permite identificar eventuais alterações existentes dentro do útero.⠀

Neste exame um tubo chamado histeroscópio é inserido através da vagina no colo do útero. Este tubo contém uma fibra óptica que transmite luz, permitindo a visualização da cavidade do útero. É semelhante a uma endoscopia, só que ao invés de visualizarmos o estomago, vamos visualizar o útero.

É considerado um procedimento seguro, indicado em diversos casos por ser minimamente invasivo e ser sem complicações na maioria dos casos.

Temos 2 tipos de histeroscopia: diagnóstica e cirúrgica.

A diagnóstica pode ser realizada no consultório e podemos fazer o diagnóstico das seguintes situações:

– Pólipos

– Miomas

– Sinéquias

– Câncer endométrio

– Defeitos na anatomia do útero

– Infertilidade

– Sangramentos excessivos

Já a histeroscopia cirúrgica têm o objetivo de tratar tais patologias. Por exemplo, se a paciente fez a histeroscopia diagnóstica e foi visualizado um pólipo no endométrio, iremos fazer a histeroscopia cirúrgica para retirar esse pólipo (procedimento chamo polipectomia).

Texto elaborado pela Dra Pamella Brasil