Doenças do assoalho pélvico: quais são e como evitá-las

Você conhece as doenças do assoalho pélvico? Primeiramente, o assoalho pélvico é um grupo de músculos e ligamentos que, de forma voluntária ou não, conectam as estruturas ósseas responsáveis por sustentar os órgãos do abdômen e da pelve. Essa estrutura pélvica abrange a uretra, vagina, útero, reto e ânus e apenas uma falha pode desencadear problemas na função urinária, sexual e intestinal.

Dessa forma, devido à sua importância para a saúde da mulher, é fundamental a realização de exames para a prevenção e diagnóstico, além de possibilitar o início de um tratamento precoce.

Conheça aqui as diversas doenças que podem acometer o assoalho pélvico e prejudicar a saúde e a qualidade de vida das mulheres.

É importante saber quais são os sintomas das doenças do assoalho pélvico para ajudar no diagnóstico precoce

Nesse artigo você vai ver:

  • O que é o assoalho pélvico?
  • Quais são as principais doenças do assoalho pélvico?
  • Conheça os principais distúrbios do assoalho pélvico
  • Principais sintomas de doenças do assoalho pélvico
  • Que fatores podem causar distúrbios do assoalho pélvico?

O que é o assoalho pélvico?

O assoalho pélvico abrange os órgãos da região baixa do abdômen, relacionados a três sistemas: o reprodutor, o urinário e o digestivo. Assim, todos os órgãos dessa região (bexiga, útero, reto e intestino) são mantidos em suas posições por meio de músculos, tendões, ligamentos e tecidos. 

Nesse sentido, o assoalho pélvico promove a sustentação desses órgãos e atua no funcionamento da uretra e do reto. Em contrapartida, quando estão enfraquecidos, podem ocasionar diversos problemas, por vezes, constrangedores, como a incontinência urinária e de fezes.

 Quais são as principais doenças do assoalho pélvico?

Existem diferentes distúrbios causados por problemas no assoalho pélvico. Por exemplo, destacamos a dificuldade de controlar a saída de urina e de fezes e os rebaixamentos dos órgãos pélvicos, como da bexiga (cistocele), do reto (retocele), do útero (prolapso uterino) e do intestino delgado (enterocele).

Dessa forma, todos esses distúrbios podem ocasionar fortes dores e/ou prejudicar a qualidade de vida dos seus portadores, devido à compressão das estruturas da região pélvica, que comprometem a irrigação e a oxigenação dos órgãos.

Conheça os principais distúrbios do assoalho pélvico:

·   Prolapso genital: também chamado de “bexiga caída”, ocorre quando órgãos pélvicos perdem a sua capacidade de sustentação.

·   Incontinência urinária: perda involuntária da urina.

·   Incontinência fecal: dificuldade de segurar as fezes.

·   Cistocele: também conhecida como prolapso da bexiga, consiste no enfraquecimento da musculatura do períneo da mulher. Tem como principal causa o parto vaginal, quando ocorre a distensão das paredes da vagina.

·   Retocele: caracteriza-se por uma herniação da parede retal anterior e vaginal posterior, dentro da cavidade da vagina.

·   Enterocele: semelhante ao prolapso do reto, pode surgir em decorrência de uma cirurgia para a retirada do útero (histerectomia), devido ao inchaço do intestino delgado, através da parte superior da vagina.

·   Prolapso de reto: ocorre quando a parte interna do reto sai pelo ânus, tornando-se visível.

Principais sintomas de doenças do assoalho pélvico

·   Aumento da frequência e dor ao urinar;

·   Urgência para evacuar em vários períodos ao dia;

·   Sensação de evacuação incompleta;

·   Desconforto nas relações sexuais;

·   Dor intensa na região pélvica.

Que fatores podem causar distúrbios do assoalho pélvico?

​Frequentemente, alguns fatores podem ser determinantes para o desenvolvimento de doenças do assoalho pélvico, tais como traumatismos, cirurgias pélvicas, prisão de ventre, tabagismo, obesidade, idade avançada (período pós-menopausa), exercícios físicos em excesso, histórico familiar e partos vaginais recorrentes, em especial, aqueles mais complicados, que precisam de uso de fórceps ou de lesão de períneo. 

Ou seja, as disfunções do assoalho pélvico acometem muitas mulheres, que têm sua qualidade de vida comprometida, prejudicando a saúde física e mental. Apesar disso, vale lembrar que, embora possam causar vergonha em expor o problema, com a ajuda médica adequada é possível tratar o problema e recuperar a autoestima e a sensação de bem-estar. Consulte o seu médico de confiança e melhore a sua condição de vida.

Por Centro de Cirurgia Pélvica

Importância do diagnóstico por imagem da endometriose

Você sabe exatamente o que é a endometriose? Essa condição acomete cerca seis milhões de mulheres, apenas no Brasil, entre 13 e 45 anos, podendo desencadear a infertilidade em 30% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia. O diagnóstico por imagem da endometriose pode ajudar no controle da doença que ainda é um grande desafio na prática médica, principalmente pela dificuldade de detectá-la pelo exame físico.

Por isso, a maioria das mulheres que descobre a endometriose leva de 7 a 9 anos para obter o diagnóstico e, nesse ponto, o uso de exames de imagem para o mapeamento da doença é fundamental.

Entenda o que é a endometriose e por que o diagnóstico por imagem é tão importante.

O diagnóstico da endometriose por imagem pode facilitar o tratamento e agilizar o controle sobre a doença

Nesse artigo você vai encontrar:

  • O que é a endometriose
  • Como obter o diagnóstico correto da endometriose?
  • Como investigar a endometriose por imagem?
  • Por que os exames por imagem são importantes para evitar a infertilidade?
  • Há tratamento para a endometriose?
  • Posso ficar curada da endometriose?

O que é endometriose?

Durante o ciclo menstrual, o hormônio estrogênio estimula o crescimento do endométrio (membrana que reveste o útero). Quando esse tecido cresce fora do útero, provocando um processo inflamatório, temos um caso de endometriose.

Vale lembrar que essa doença pode ser assintomática, mas, a qualquer momento, pode se manifestar por meio de dor na região pélvica e nas relações sexuais, fadiga, distúrbios gastrointestinais e até mesmo dificuldade de engravidar.

 Como obter o diagnóstico correto da endometriose?

O exame ginecológico clínico, ou seja, aquele realizado em consultório médico, é apenas o primeiro passo para se obter o diagnóstico da endometriose. A suspeita somente é confirmada por exames de imagem, que permitem a investigação de toda a região e, por isso, são fundamentais para o direcionamento do tratamento adequado para a doença.

Como investigar a endometriose por imagem?

Os principais exames de imagem para a investigação detalhada da endometriose são o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética da pélvis. No primeiro, é preciso que a paciente faça um preparo intestinal na véspera do exame, para que os resíduos fecais e gases sejam eliminados.

Dessa forma, é possível detectar lesões e alterações no útero, vagina, ovários, bexiga e alças intestinais, que podem indicar a presença da endometriose. 

Já a ressonância magnética da pélvis é indicada para pacientes que estão sob suspeita de endometriose profunda, uma vez que permite avaliar áreas inacessíveis à ultrassonografia e que precisam de uma técnica mais avançada para a observação da região.

Por que os exames por imagem são importantes para evitar a infertilidade?

A endometriose pode causar a infertilidade da mulher em metade dos casos diagnosticados. Porém, com o diagnóstico preciso e precoce é possível evitar a evolução da doença e preservar a fertilidade da paciente. Dessa forma, a realização de exames por imagem é muito importante para que as chances de reprodução natural sejam aumentadas.

Há tratamento para a endometriose?

O tratamento da endometriose varia de acordo com a região acometida e o tempo de evolução da doença, podendo ser medicamentoso ou cirúrgico. Por isso, manter uma rotina de consultas ao ginecologista é fundamental para a prevenção de complicações da endometriose.

Ao notar qualquer sintoma, comunique ao médico que vai solicitar exames por imagem para confirmar a suspeita, que devem ser feitos em laboratórios de imagem e clínicas de ultrassonografia de sua confiança e de seu médico.

Posso ficar curada da endometriose?

Infelizmente, a endometriose não possui cura, mas existe controle por meio de tratamentos quem amenizam os sintomas e devolvem a qualidade de vida à paciente. Alguns fatores externos, como a alimentação, podem interferir na evolução do quadro. Nesse sentido, redobre os cuidados com a ingestão de determinados alimentos.

Quanto antes a endometriose for descoberta, maiores serão as chances de minimizar os problemas que ela pode causar, o que inclui a infertilidade. Procure o seu ginecologista regularmente e, caso apresente sintomas, faça os exames por imagem!

Por Centro de Cirurgia Pélvica

Endometriose intestinal: o que é e como tratar

A endometriose é uma doença que ocorre quando um tecido  similar ao endométrio, que reveste a parede interna do útero para uma possível gestação, cresce em outras partes do corpo da mulher. Na maioria dos casos, essa enfermidade acomete os órgãos da região pélvica, como a bexiga, as trompas de Falópio e até mesmo o intestino. Quando isso acontece, essa condição é chamada de endometriose intestinal, causando incômodos e danos ao interior desse órgão.

Entenda o que causa a endometriose intestinal, seus sintomas mais comuns e formas de tratamento.

O que pode causar a endometriose intestinal?

Não há evidências científicas sobre uma causa da endometriose, mas existe uma teoria chamada “menstruação retrógrada”, que considera que o sangue da menstruação possa seguir o fluxo contrário ao normal, carregando para a região pélvica as partículas endometriais. Dessa forma, as células do endométrio se deslocariam até o intestino. Também há estudos que justificam o surgimento da doença devido a fatores genéticos e hormonais.

Saiba identificar os principais sintomas da endometriose intestinal

·   Diarreia ou prisão de ventre;

·   Dor na região pélvica;

·   Acúmulo de gases;

·   Sangramento ao evacuar.

Em que parte do intestino costuma surgir a endometriose?

A endometriose intestinal pode avançar para qualquer parte do órgão, mas a grande maioria dos casos afeta a região do cólon sigmoide e do reto. Por estar relacionada à menstruação, é comum que os sintomas se tornem intensos nos dias anteriores a ela, o que torna os incômodos mais leves com a chegada da menopausa, quando os níveis do hormônio estrogênio caem significativamente.

Entretanto, é importante destacar que a doença se manifesta de formas diferentes em cada mulher, podendo, inclusive, ser categorizada como superficial e profunda.

Como é realizado o tratamento da endometriose intestinal?

Embora a endometriose ainda não tenha cura, existem tratamentos para o controle da doença, promovendo a melhoria da qualidade de vida da paciente. Porém, é preciso avaliação de um especialista para recomendar a melhor opção de tratamento da endometriose intestinal.

Em geral, os tratamentos disponíveis são: os medicamentos para dor com terapia hormonal que controla os níveis de progesterona e estrogênio; por meio de análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), para interromper por completo a ovulação e o desenvolvimento do endométrio; e a intervenção cirúrgica, que pode remover as lesões ou, nos casos mais graves, remover partes do intestino.

É importante lembrar que o tratamento adequado é essencial para garantir que o intestino retorne ao seu pleno funcionamento, assim como para controlar a endometriose e eliminar os riscos de infecções. 

Infecção urinária: saiba como prevenir e tratar

A infecção urinária é um problema que pode acometer pessoas de todas as idades, embora sua prevalência seja maior em mulheres, por causa de suas características anatômicas, sendo bastante comum na menopausa. Entretanto, a infecção também surge com frequência em pessoas com diabetes descontrolado e homens após os 50 anos, devido ao crescimento da próstata, que faz com que a bexiga retenha urina.

Entenda por que as mulheres representam o grupo com maior risco de ter infecção urinária, seus principais sintomas, tratamentos e dicas de prevenção.

As mulheres apresentam maior incidência nos registros da doença devido a localização da uretra

Por que as mulheres têm mais infecção urinária?

As mulheres estão mais suscetíveis a desenvolver infecção urinária que os homens, devido à localização da uretra da mulher que é mais próxima ao ânus e mais curta, favorecendo a passagem de micro-organismos que acometem o trato urinário. A infecção pode ser chamada de uretrite (uretra), cistite (bexiga) ou pielonefrite (rins), a depender da área comprometida.

O micro-organismo mais comum, para os casos de infecção urinária, é a bactéria Escherichia coli, presente no intestino para o processo de digestão, mas que pode causar infecção no aparelho urinário. Também é possível contrair a infecção após a relação sexual, já que a uretra pode sofrer microtraumas e se tornar mais sensível à instalação de bactérias. 

Além disso, durante a menopausa é comum que as taxas de estrógeno caiam progressivamente, deixando o trato urinário sem a proteção adequada e aumentando, assim, o risco de infecção.

Principais sintomas da infecção urinária

·   Urinar com frequência;

·   Não conseguir eliminar a urina por completo durante a micção;

·   Sentir ardor e incômodos ao urinar;

·   Sensação de dor na bexiga no baixo ventre;

·   Febre;

·   Sangue na urina.

Como é o tratamento de infecção urinária?

O médico precisa conhecer a fundo o histórico clínico do paciente e ser informado sobre todos os sintomas presentes. Além disso, é indicada a realização do exame de urina tipo I, por meio da urocultura com antibiograma, para conseguir localizar o agente infeccioso causador do problema e, a partir do diagnóstico, orientar sobre o tratamento adequado.

Vale lembrar que, muitas vezes, o próprio organismo consegue eliminar por si só a ação das bactérias, mas há casos em que se torna essencial o uso de antibióticos.

Dicas de prevenção à infecção urinária

·   Cuide da higiene íntima;

·   Após evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás, de forma a não contaminar a região da vulva;

·   Beba muita água;

·   Urine com frequência;

·   Sempre urine após as relações sexuais;

·   Evite roupas íntimas que retenham calor e umidade;

·   Evite o consumo de tabaco, álcool e cafeína;

·   Troque os absorventes higiênicos com frequência.

Atenção: a infecção urinária é mais comum em idosos, pois a incontinência urinária faz com que muitas pessoas passem a usar fraldas, o que favorece a proliferação de bactérias na região. Por isso, caso conviva com algum idoso, esteja alerta a manter a sua higiene íntima e, caso apareçam os primeiros sintomas, procure imediatamente um especialista.

HPV e as patologias cervicais: entenda essa relação

O Papiloma Vírus Humano (HPV) é considerado o principal fator de risco para o desenvolvimento de lesões malignas e que podem evoluir para o câncer de colo do útero, segundo tipo mais comum da doença entre as brasileiras. Por isso, ações de conscientização da população sobre os cuidados preventivos para o combate a esse vírus são fundamentais. Dentre as medidas comportamentais orientadas por especialistas para a prevenção estão: o uso de preservativos durante todas as relações sexuais, a vacinação contra os subtipos de HPV e a realização periódica de exames ginecológicos.

Entenda o que é o HPV, como a infecção por esse vírus pode levar ao câncer do colo do útero e quais exames são capazes de indicar a presença do HPV no organismo.

Vacinação contra os subtipos de HPV e a realização periódica de exames ginecológicos são alguns dos métodos de prevenção

O que é o HPV?

O HPV consiste em um vírus de DNA, com alto potencial oncogênico, ou seja, responde por cerca de 98% dos casos de câncer do colo do útero. Esse tipo de câncer ocupa o segundo lugar em quantitativo de mortes entre a população feminina que vive no Brasil, sendo o HPV responsável por cerca de 15% de todas as infecções invasoras diagnosticadas em mulheres. Dentre os mais de 200 tipos diferentes de HPV, aproximadamente 40 provocam alguma infecção, dentre os quais 15 possuem potencial oncogênico.

Em quanto tempo a infecção pelo HPV pode levar a patologias cervicais?

A infecção por HPV pode se tornar uma doença crônica, com a evolução das lesões pré-cancerosas para o câncer do colo do útero. O ritmo de desenvolvimento da doença é lento, levando em média entre 15 a 20 anos para se tornar um câncer. No entanto, entre as mulheres com o sistema imunológico debilitado, o tempo de evolução cai para 5 a 10 anos.  

Fatores de risco para a evolução de o HPV desencadear o câncer do colo do útero  

  • Tipo de HPV adquirido;
  • Situação clínica da paciente;
  • Infecção simultânea por outras doenças por via sexual;
  • Transmissão vertical;
  • Tabagismo;
  • Iniciação sexual precoce;
  • Múltiplos parceiros sexuais.

Como ocorre o rastreamento do câncer do colo do útero?

É fundamental que todas as mulheres sejam submetidas a exames ginecológicos pelo menos uma vez ao ano, incluindo o Papanicolau e a testagem de sangue. Vale lembrar que o câncer do colo do útero pode ser prevenido com o diagnóstico precoce, uma vez que os tratamentos existentes apresentam elevado potencial de cura. Conheça os três tipos de testes de triagem existentes:  

  • Citologia convencional (PAP ou CC) e citologia em base-líquida (CBL);
  • Inspeção visual com ácido acético;
  • Teste de HPV para tipos específicos de vírus de alto risco.  

Fique alerta: A recomendação da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e a OMS alertam para a necessária realização de exames preventivos contra o câncer de colo do útero na faixa etária de 30 a 49 anos, em todos os países do mundo. No Brasil, o exame preventivo é indicado na rede pública para mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram atividade sexual, e a vacinação contra o HPV de meninas entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, além de portadores de HIV e de pessoas transplantadas entre 9 e 26 anos de idade.

Benefícios dos exercícios físicos para a endometriose

Você conhece os benefícios dos exercícios físicos para a endometrioses? A prática de atividades regulares é capaz de aliviar as dores e outros sintomas devido ao efeito vasodilatador e analgésico provocado pela endorfina, hormônio liberado no organismo durante a prática de atividades físicas. Com o metabolismo acelerado e o aumento da imunidade, as taxas hormonais do corpo humano tendem a ser reguladas, o que inclui o estrogênio, hormônio que responde pelo crescimento do endométrio.

Entenda o que é a endometriose e de que forma a prática de atividades físicas ajuda a reduzir os sintomas em mulheres que sofrem dessa condição. 

A prática de exercícios físicos ajuda no controle dos sintomas da endometriose

O que é a endometriose?

A endometriose acomete cerca de 6,5 milhões de mulheres no Brasil e 176 milhões em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), podendo desencadear graves problemas para a saúde feminina, como fortes dores pélvicas e dificuldades para engravidar. Essa doença ocorre quando o endométrio se implanta fora da região do útero, podendo ser na cavidade abdominal ou em áreas mais distantes, como intestino, bexiga,  ovários e ligamentos.

De que forma a prática de atividades físicas ajuda a reduzir os sintomas da endometriose?

Os benefícios dos exercícios físicos para a endometriose são inúmeros. Praticar atividades físicas ajuda, e muito, a reduzir os sintomas da endometriose, uma vez que evita problemas de postura, que podem ocasionar intensas dores pélvicas em mulheres com essa condição. Além disso, é unanimidade entre a comunidade científica associar os exercícios físicos a um fator de proteção aos processos inflamatórios, sendo capazes de estimular o aumento dos níveis de citocinas e reduzir os de estrogênio.

Quais são os tipos de exercícios indicados para aliviar os sintomas causados pela endometriose?

O tipo, a intensidade e a frequência das atividades físicas dependem do grau de dor apresentado pela mulher em decorrência da endometriose, podendo ser indicado, por especialistas, exercícios aeróbicos e isométricos. Vale destacar que os exercícios, em especial os aeróbicos, agem como moduladores do desconforto, por meio da produção de hormônios de prazer – a endorfina, que tem uma ação analgésica natural.

Além disso, os benefícios dos exercícios físicos para a endometriose são tanto físicos quanto emocionais, tais como: redução do estresse, alívio da tensão muscular, fortalecimento dos músculos e ossos, além de promover o equilíbrio do sistema imunológico.

Exemplos de exercícios físicos que podem amenizar os sintomas da endometriose

Aeróbicos: caminhada, corrida, dança e jump.

Isométricos: agachamento e prancha abdominal.

Lembre-se: antes de iniciar uma rotina de atividades físicas, é importante consultar um especialista para verificar as condições de saúde e receber toda a orientação necessária e adequada sobre o tipo de exercício físico mais indicado e que, de fato, seja capaz de melhorar os sintomas da endometriose e trazer mais qualidade de vida.

Miomas uterinos: O que são, sintomas e tratamentos

Muitas mulheres que apresentam miomas uterinos costumam descobrir a existência deles a partir do resultado de exames ginecológicos de rotina, porque, em muitos casos, não apresentam sintomas. Geralmente, não representam riscos à saúde, podendo ser controlados com o uso de medicamentos ou, em algumas situações mais avançadas, removidos por cirurgia.

Entenda o que são os miomas uterinos, conheça os tipos existentes, seus principais sintomas e formas de tratamento.

Muitas mulheres podem apresentar miomas uterinos e nem sabem devido a falta de sintomas

O que são miomas uterinos?

Os miomas uterinos são tumores benignos que se formam no tecido muscular do útero. Por vezes, a mulher não sabe que tem o mioma até que seja detectado por meio do exame de ultrassonografia, mas, em outros casos, pode causar desconfortos e até mesmo dificuldades para engravidar.

Embora não se saiba exatamente por que os miomas aparecem, a presença deles pode estar associada à multiplicação de forma desordenada das células do tecido muscular do útero, levando ao aparecimento do tumor. Um dos motivos para essa desordem são as alterações hormonais da mulher, que costumam acontecer durante a vida adulta até a menopausa. Por isso, mulheres que fazem terapia de reposição hormonal têm mais chances de desenvolver miomas.

Outros fatores de risco são: mulheres que não tiveram filhos, obesas, com histórico familiar e que tenham uma alimentação rica em carnes vermelhas e pobres em vegetais.

Tipos de miomas

Subseroso: o mioma se desenvolve na parte mais externa do útero;

Intramural: o mioma aparece dentro das paredes do útero;

Submucoso: o mioma surge dentro da cavidade do útero.

Principais sintomas

  • Dificuldade para engravidar;
  • Aumento do fluxo menstrual;
  • Sangramento fora do período menstrual;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Dor abdominal;
  • Cólicas;
  • Dor lombar;
  • Aumento da vontade de urinar;
  • Prisão de ventre.

Como é feito o tratamento dos miomas uterinos?

O tratamento para miomas uterinos é indicado para os casos que apresentam sintomas intensos, com dor ou aumento do fluxo menstrual ou dificuldades para engravidar. Porém, a forma de tratar pode variar de acordo com o tamanho do mioma e a intensidade dos sintomas, podendo ser recomendados anti-inflamatórios, remédios hormonais, suplementos de ferro e até mesmo cirurgia para a remoção do mioma, para os casos mais avançados.

Lembre-se: é muito importante realizar os exames ginecológicos pelo menos uma vez ao ano. Porém, caso apresente um dos sintomas apresentados acima, procure ajuda médica para o diagnóstico e, se preciso, iniciar um tratamento adequado.

Diferenças entre endometriose e adenomiose

Endometriose e adenomiose são doenças relacionadas ao tecido endometrial, que podem ser desencadeadas ou agravadas pelas alterações nos níveis do hormônio estrogênio no organismo da mulher. Embora existam semelhanças entre essas condições, trata-se de patologias diferentes e que, portanto, precisam de tratamentos específicos para cada uma delas, assim como acompanhamento e diagnóstico adequado.

Entenda aqui quais as diferenças entre endometriose e adenomiose e conheça  suas formas de tratamento.

Endometriose e adenomiose são doenças que acometem o endométrio, mas possuem certas particularidades

Características da endometriose

A endometriose é uma condição crônica que acomete cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva, causando impactos na vida reprodutiva. Consiste na existência de tecido endometrial fora do útero, que leva a quadros de inflamação e fibrose. Por vezes, a doença é assintomática, sendo descoberta apenas quando o casal apresenta dificuldades para engravidar. Porém, pode ser acompanhada de alguns sintomas, conforme apresentaremos a seguir.

O diagnóstico da endometriose ocorre por meio de exames laboratoriais, para identificar o marcador tumoral CA-125, em amostras de sangue. A doença também pode ser detectada por exames de imagem, como a laparoscopia, a ultrassonografia e a ressonância magnética.

Sintomas da endometriose

·       Dor intensa na região pélvica;

·       Grande fluxo menstrual;

·       Incômodos durante a relação sexual;

·       Dor ao urinar ou defecar;

·       Diarreia ou prisão de ventre;

·       Fadiga;

·       Dificuldade para engravidar.

Características da Adenomiose

A adenomiose costuma se manifestar em mulheres que já engravidaram ou que já passaram por curetagem, miomectomia ou parto cesárea, sendo mais comum entre a faixa etária de 35 a 50 anos. A doença se caracteriza por um espessamento dentro das paredes do útero, provocando dores, sangramento excessivo ou cólicas fortes, especialmente durante o período menstrual.

Vale ressaltar que a cessação da produção de estrogênio no organismo, após a menopausa, faz com que a adenomiose desapareça naturalmente e, por isso, nem sempre a doença é diagnosticada. Para os casos em que ela manifesta sintomas aparentes, a confirmação do quadro ocorre por meio de histórico clínico da paciente e por exames de imagem, como a ressonância magnética, ultrassonografia transvaginal ou histerossonografia, para verificar o espessamento da parede uterina.

Sintomas da Adenomiose

·       Inchaço abdominal ou na região pélvica;

·       Cólicas fortes durante o período menstrual;

·       Dores na relação sexual;

·       Aumento do fluxo menstrual;

·       Prisão de ventre e dor ao evacuar.

Como é o tratamento da endometriose e adenomiose? 

Assim como existem diferenças entre a endometriose e adenomiose, os tratamentos também precisam de condutas específicas para cada condição. Para os casos de endometriose, pode-se indicar o tratamento cirúrgico, por meio da videolaparoscopia, para a remoção do tecido endometrial localizado em órgãos fora da cavidade uterina. Também pode ser recomendado tratar com o uso de medicamentos, para aliviar os sintomas relacionados à doença.

Já para os casos de adenomiose, caso a mulher ainda planeje uma gestação, o tratamento medicamentoso se torna a melhor opção para amenizar os sintomas e controlar a doença. Para aquelas que não desejam engravidar, pode-se fazer uso de remédios hormonais, como pílula anticoncepcional com progesterona, DIU, ou anel vaginal. Há também casos em que a indicação é cirúrgica, para a remoção do excesso de tecido endometrial da cavidade uterina.

Lembre-se: ambas as condições precisam de uma avaliação cuidadosa do médico responsável, de forma a indicar o tratamento mais apropriado, de acordo com os anseios e as condições clínicas de cada mulher.

Cisto Pilonidal: o que é, sintomas e tratamentos

O cisto pilonidal, também conhecido como doença pilonidal, consiste em um processo inflamatório crônico e infeccioso, que compromete a região entre as nádegas (prega interglútea), mais especificamente na região terminal da coluna vertebral, poucos centímetros acima do ânus. O cisto se caracteriza pelo acúmulo de pelos debaixo da pele nessa região, provocando vermelhidão, inflamação, dor, secreção e saída do pus acumulado, resultando no chamado abscesso.

Sendo uma variante do cisto dermoide, sua manifestação é bastante comum em pacientes muito jovens, com a sua primeira aparição após a puberdade. Embora o ânus seja a região mais frequente, o cisto pilonidal pode surgir em outras partes do corpo, como as axilas, couro cabeludo e umbigo.

Os sintomas, geralmente, é o que motiva o paciente a procurar emergências para os cuidados necessários, que inclui o uso de medicamentos e drenagem do abcesso para a saída de pus. No entanto, quando a doença já é detectada em sua fase aguda, pode ser que o tratamento necessite de intervenção cirúrgica.

Conheça as principais causas do cisto pilonidal, seus sintomas mais comuns, principais fatores de risco e formas de tratamento.

Quando a doença já é detectada em sua fase aguda, pode ser que o tratamento necessite de intervenção cirúrgica.

 Quais são as principais causas do cisto pilonidal?

Não existem causas do cisto pilonidal completamente definidas pela comunidade médica, mas acredita-se que se trata de uma condição congênita que surge a partir de dobras de tecidos embrionários na região subcutânea, conforme também é desencadeado os demais casos de cistos dermoides. A própria palavra pilonidal significa “ninho de pelos”, definindo bem o que ocasiona essa doença.

Ademais, o cisto pilonidal pode ser associado aos pêlos soltos existentes nas regiões, por atrito, calor, entre outros fatores, que fazem com que ocorra uma reação inflamatória na camada subcutânea, provocando a criação de cistos. Outra hipótese para a formação da lesão se relaciona às alterações hormonais e às glândulas sebáceas, que podem gerar um quadro inflamatório e infeccioso do folículo piloso, que se rompe no tecido subcutâneo, dando lugar à formação do cisto. Vale destacar que a bactéria presente na lesão é o Staphylococcus aureus, que tem a nossa pele como habitat natural.

Fatores de risco para a formação do cisto pilonidal:

·       Microtraumas de repetição;

·       Excesso de pelos grossos na região do cóccix;

·       Permanecer por muito tempo sentado;

·       Obesidade;

·       Sedentarismo;

·       Prática de esportes, como ciclismo e equitação;

·       Uso de roupas justas;

·       Falta de higiene.

 Sintomas comuns do cisto pilonidal:

·       Dor local;

·       Edema e saída de secreção purulenta;

·       Odor desagradável;

·       Febre;

·       Náuseas;

·       Fadiga

·       Entre outros.

Como é realizado o tratamento do cisto pilonidal?

O tratamento do cisto pilonidal depende da fase de desenvolvimento da doença. Para os casos em que o paciente apresenta o cisto, mas não se queixa de nenhum incômodo local, é preciso observar a evolução do quadro. Já quando há a formação de abscesso, é preciso fazer a drenagem da secreção por meio de incisão na pele e de uso de antibióticos.

Para os casos mais graves, a CCP-Rio recomenda a cirurgia minimamente invasiva que, dentre as suas muitas vantagens em relação à técnica convencional, destaca-se a menor incisão cutânea para remover o pelo e cauterizar o trajeto, além de reduzir o período de recuperação.

Atenção: As formas crônicas quando não tratadas podem aumentar o risco de desenvolver carcinoma de células escamosas, que representa um dos tipos de câncer de pele. Portanto, opte pela prevenção e procure ajuda médica ao aparecimento dos primeiros sinais e sintomas.

Doença hemorroidária: causas, sintomas e tratamentos

Você sabia que todos nós temos hemorroidas e que elas têm a sua própria função em nosso corpo? Elas se caracterizam por um conjunto de vasos sanguíneos, fibras elásticas e musculares que, juntas, formam pequenas “bexigas” de vasos presentes no canal anal. Devido à sua localização, entre a pele do ânus e a mucosa do reto, é possível que esses vasos se dilatem com certa frequência, acarretando um processo inflamatório que acaba por desencadear varizes ao redor da região, chamado doença hemorroidária.

No momento em que isso ocorre, as hemorroidas podem ocasionar o surgimento da doença hemorroidária, que causa a sensação de desconforto e requer tratamento médico. Mesmo não existindo estimativas sobre o quantitativo de pacientes com essa doença no Brasil, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia acredita que cerca da metade da população mundial seja afetada por essa condição, que é, na maioria dos casos, influenciada pelo estilo de vida inadequado. Soma-se a isso o fato de a doença ser, por vezes, subestimada, devido ao preconceito e constrangimento do paciente em procurar um médico especialista.

Saiba quais são as funções das hemorróidas, as principais causas da doença hemorroidária, como identificá-la e as formas de tratamento existentes.

As doenças hemorroidárias são conhecidas pelo desconforto causado ao paciente e requer tratamento para que a qualidade de vida seja reestabelecida

Qual a principal função das hemorroidas?

As hemorroidas têm como principal função proteger a região anal contra o atrito e manter a vedação do local, auxiliando, inclusive, na continência anal para os gases. O esforço para evacuar faz com que os vasos se dilatem e se retraem, podendo comprometer o processo normal de drenagem do sangue e, com isso, causar a doença hemorroidária. A doença pode se manifestar internamente, ou seja, dentro do canal anal, ou na parte externa do ânus.

O mecanismo da doença hemorroidária ocorre devido a uma degeneração das fibras elásticas e musculares da região do ânus, relacionada à formação de varizes das veias das hemorroidas. Trata-se de uma condição associada a múltiplos fatores que provocam modificações na circulação sanguínea dos vasos hemorroidários, conforme descrito a seguir.

Conheça as principais causas da doença hemorroidária

  • Alimentação pobre em fibras;
  • Fazer muito esforço para evacuar;
  • Constipação;
  • Diarreia frequente;
  • Trauma pelo uso de papel higiênico;
  •  Obesidade;
  •  Gravidez;
  •  Histórico familiar;
  • Tabagismo;
  • Sexo anal sem lubrificação;
  • Dentre outros.

Quais são os sintomas comuns da doença hemorroidária?

O sintoma mais recorrente da doença hemorroidária é o sangramento anal, que ocorre, na maioria dos casos, sem dor. O sangramento pode aparecer nas fezes ou no papel higiênico após a higienização. Outros sintomas comuns são: irritação, coceira, presença de prolapso (nódulo anal doloroso) e/ou de secreção viscosa na região anal.

Como é feito o tratamento da doença hemorroidária?

O tratamento da doença hemorroidária abrange ajustes comportamentais, uso de medicamentos e tratamentos cirúrgicos. Para todos os casos, é recomendada uma dieta rica em fibras, principalmente de frutas e verduras, e a ingestão de, no mínimo, dois litros de água por dia, além da prática de exercícios físicos. Essa mudança no estilo de vida auxilia na regulação do hábito intestinal, tornando as fezes mais macias, o que facilita a sua eliminação sem provocar traumas na região.

Além disso, indica-se para a higienização do ânus o uso de ducha higiênica com jato de água, com uso do papel higiênico somente para secar a área. Quando necessário, pode-se fazer uso de medicamentos específicos para recuperar as veias hemorroidárias, como anti-inflamatórios e pomadas. Apenas quando nenhuma das medidas acima não tiver bons resultados, o médico pode indicar a necessidade de tratamento cirúrgico.

Fique atento: Diversas doenças podem causar sintomas semelhantes aos apresentados pela doença hemorroidária. Portanto, ao perceber os primeiros sinais, agende uma consulta com um especialista para obter um diagnóstico preciso do seu caso.