Fortalecer o assoalho pélvico influencia na sua qualidade de vida

A importância de se exercitar regularmente é amplamente recomendada por diversos especialistas da saúde para o bom funcionamento do organismo e para manter a mente e o corpo em equilíbrio. Mas você sabia que existem músculos mais profundos do corpo humano que, embora não estejam visíveis, necessitam de exercícios para se manterem fortalecidos? Ter uma rotina para fortalecer o assoalho pélvico, por exemplo, é fundamental para o seu bem-estar e qualidade de vida.

Uma das musculaturas internas que requer atenção e que está diretamente relacionada à qualidade de vida é o assoalho pélvico, que, além de ser responsável pela sustentação de vários órgãos e pela boa performance nas relações sexuais, relaciona-se a problemas de incontinência urinária e fecal. 

Embora homens e mulheres possam apresentar problemas no funcionamento do assoalho pélvico, no sexo feminino, devido ao orifício do canal vaginal e às mudanças hormonais, o enfraquecimento da estrutura costuma ser mais frequente.

Entenda o que é o assoalho pélvico, os fatores de risco que comprometem o seu bom funcionamento e as principais técnicas relacionadas ao seu fortalecimento.

Fortalecer o assoalho pélvico garante bem-estar e o bom funcionamento de diversas funções do corpo humano

O que é o assoalho pélvico?

O assoalho pélvico é composto pelos órgãos da região baixa do abdômen e se relaciona à capacidade de funcionamento dos sistemas reprodutor, urinário e digestivo. Trata-se de uma espécie de cama elástica formada por músculos que sustentam a cavidade pélvica, onde se localizam órgãos como bexiga, próstata e reto.

Fatores de risco que comprometem o bom funcionamento do assoalho pélvico:

– Idade avançada;

– Obesidade;

– Tabagismo;

– Partos vaginais;

– Menopausa;

– Prisão de ventre;

– Histórico familiar;

– Sedentarismo;

– Cirurgias em órgãos da região pélvica.

De que forma o fortalecimento do assoalho pélvico influencia na melhoria da qualidade de vida?

O enfraquecimento do assoalho pélvico traz muitos prejuízos à qualidade de vida e uma das maiores queixas relatadas em consultórios e ambulatórios médicos e que indica a existência do problema é a incontinência urinária. Muitas pessoas evitam, inclusive, ingerir líquidos quando estão fora de casa com receio de deixar escapar o xixi ou as fezes ao rir, espirrar ou tossir, o que pode ser um indicativo da anormalidade na capacidade de sustentação da uretra.

Não existe idade mínima para que a disfunção aconteça e, por isso, é preciso estar atento aos sinais que o corpo emite. Mesmo durante a terceira idade, não é comum quadros de perda urinária, e o incômodo pode ser solucionado com a prática de exercícios próprios para o fortalecimento da região, envolvendo a contração e o relaxamento dos músculos.

Quais são as principais técnicas para fortalecer o assoalho pélvico?

O tratamento para o fortalecimento do assoalho pélvico tem como base os exercícios de fisioterapia, por intermédio de terapias, como a cinesioterapia (exercícios que estimulam a recuperação do tônus muscular), a biofeedback (ferramentas que monitoram a contração muscular) e a eletroestimulação (indução da contração favorecendo a melhoria na funcionalidade muscular).

A quantidade de sessões necessárias depende de cada caso, mas, em geral, ocorre duas vezes por semana, com resultados satisfatórios a partir do quarto encontro. As terapias podem ser utilizadas de forma individual ou combinadas, de acordo com a avaliação do especialista. O profissional também poderá indicar exercícios para serem feitos em casa.

Para os casos de pacientes com aumento da frequência urinária, as terapias para fortalecer o assoalho pélvico podem ser combinadas ao uso de medicamentos que auxiliam a reverter a incontinência urinária associada à força do assoalho pélvico. Já para os casos em que todos os recursos foram experimentados sem êxito, pode ser necessária a indicação da cirurgia de correção urinária.

Lembre-se: Não é considerado normal apresentar disfunções sexuais e incontinências urinárias em nenhuma fase da vida. Portanto, caso apresente alguns dos sinais e sintomas apresentados, procure ajuda médica para iniciar o tratamento mais adequado para o seu caso.

Dor pélvica na gravidez: o que é e como amenizar

A dor pélvica na gravidez acontece com frequência e se dá pela fase em que o corpo da mulher passa por uma série de mudanças fisiológicas e que podem ser acompanhadas por incômodos devido ao grande aumento uterino. Isso acontece porque antes da gestação, o útero pesa cerca de 50 gramas e com o passar dos meses pode aumentar em até 20 vezes o seu tamanho, chegando a aproximadamente um quilo.

Esse aumento repentino do útero pode causar às futuras mamães a chamada dor pélvica, sendo uma das principais queixas durante o acompanhamento pré-natal.

Mesmo que cause muitos desconfortos, em especial, no início do segundo semestre, esse tipo de dor não representa riscos à gestante e ao bebê. No entanto, saber identificar se realmente se trata da dor pélvica é fundamental para não a confundir com outros tipos de dores que podem sim indicar a existência de problemas e quadros de infecção e que precisam de tratamento médico imediato.

Conheça as razões que levam ao aparecimento da dor pélvica na gravidez, seus principais fatores e dicas simples de como amenizá-la.

Dores pélvicas são comuns na gravidez, mas com algumas ações é possível amenizá-las e garantir mais conforto para as gestantes

Por que a dor pélvica pode aparecer na gravidez?

A região pélvica abrange a cintura, o quadril, a virilha e as regiões do períneo e lombar. O desconforto pélvico pode ser um indicativo do processo de crescimento do útero, que costuma acontecer em aproximadamente metade das gestações. Geralmente, ela surge em decorrência do aumento progressivo de peso do útero sobre a bacia, além de sobrecarregar a coluna e as articulações.

A dor pélvica ao longo da gravidez também pode surgir em decorrência do hormônio relaxina, que prepara a musculatura para o momento do parto e provoca o relaxamento das articulações da região. Dentre os principais sintomas da dor pélvica estão: dor na região da frente do osso púbico, dor persistente na região lombar, dor que irradia pela região do períneo até as coxas e estalos na região pélvica, principalmente quando a gestante está em movimento.

Além das mudanças hormonais, também estão entre os fatores que levam ao surgimento da dor pélvica a retenção de gases, proveniente do ritmo desacelerado do funcionamento do intestino durante a gravidez.

Como aliviar a dor pélvica durante a gestação?

Conheça algumas medidas simples que podem ajudar a amenizar a dor pélvica na gravidez:

– Dormir com um travesseiro abaixo da barriga;

– Evitar dormir de barriga para cima;

– Tomar banhos mornos;

– Praticar exercícios físicos de baixo impacto e, de preferência, com supervisão;

– Fazer exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico;

– Controlar o seu peso. A gestante ganha em média 11 kg a 15 kg durante a gestação;

– Ter uma alimentação saudável e balanceada;

– Fugir do sedentarismo;

– Evitar ficar muito tempo de pé; 

– Evitar saltos e bolsas pesadas;

– Nunca se automedicar. Em caso de dor, entrar em contato imediatamente com o obstetra para garantir a sua segurança e a do bebê.

Fique atenta: a dor pélvica pode ser comum ou, em poucos casos, indicar alguma complicação na gravidez, como parto prematuro ou gravidez ectópica. Portanto, ao perceber qualquer sintoma diferente durante a gestação, procure o seu médico para uma avaliação minuciosa. Cuide-se sempre e tenha uma gravidez tranquila e saudável.

Por Centro de Cirurgia Pélvica