Cisto Pilonidal: o que é, sintomas e tratamentos

O cisto pilonidal, também conhecido como doença pilonidal, consiste em um processo inflamatório crônico e infeccioso, que compromete a região entre as nádegas (prega interglútea), mais especificamente na região terminal da coluna vertebral, poucos centímetros acima do ânus. O cisto se caracteriza pelo acúmulo de pelos debaixo da pele nessa região, provocando vermelhidão, inflamação, dor, secreção e saída do pus acumulado, resultando no chamado abscesso.

Sendo uma variante do cisto dermoide, sua manifestação é bastante comum em pacientes muito jovens, com a sua primeira aparição após a puberdade. Embora o ânus seja a região mais frequente, o cisto pilonidal pode surgir em outras partes do corpo, como as axilas, couro cabeludo e umbigo.

Os sintomas, geralmente, é o que motiva o paciente a procurar emergências para os cuidados necessários, que inclui o uso de medicamentos e drenagem do abcesso para a saída de pus. No entanto, quando a doença já é detectada em sua fase aguda, pode ser que o tratamento necessite de intervenção cirúrgica.

Conheça as principais causas do cisto pilonidal, seus sintomas mais comuns, principais fatores de risco e formas de tratamento.

Quando a doença já é detectada em sua fase aguda, pode ser que o tratamento necessite de intervenção cirúrgica.

 Quais são as principais causas do cisto pilonidal?

Não existem causas do cisto pilonidal completamente definidas pela comunidade médica, mas acredita-se que se trata de uma condição congênita que surge a partir de dobras de tecidos embrionários na região subcutânea, conforme também é desencadeado os demais casos de cistos dermoides. A própria palavra pilonidal significa “ninho de pelos”, definindo bem o que ocasiona essa doença.

Ademais, o cisto pilonidal pode ser associado aos pêlos soltos existentes nas regiões, por atrito, calor, entre outros fatores, que fazem com que ocorra uma reação inflamatória na camada subcutânea, provocando a criação de cistos. Outra hipótese para a formação da lesão se relaciona às alterações hormonais e às glândulas sebáceas, que podem gerar um quadro inflamatório e infeccioso do folículo piloso, que se rompe no tecido subcutâneo, dando lugar à formação do cisto. Vale destacar que a bactéria presente na lesão é o Staphylococcus aureus, que tem a nossa pele como habitat natural.

Fatores de risco para a formação do cisto pilonidal:

·       Microtraumas de repetição;

·       Excesso de pelos grossos na região do cóccix;

·       Permanecer por muito tempo sentado;

·       Obesidade;

·       Sedentarismo;

·       Prática de esportes, como ciclismo e equitação;

·       Uso de roupas justas;

·       Falta de higiene.

 Sintomas comuns do cisto pilonidal:

·       Dor local;

·       Edema e saída de secreção purulenta;

·       Odor desagradável;

·       Febre;

·       Náuseas;

·       Fadiga

·       Entre outros.

Como é realizado o tratamento do cisto pilonidal?

O tratamento do cisto pilonidal depende da fase de desenvolvimento da doença. Para os casos em que o paciente apresenta o cisto, mas não se queixa de nenhum incômodo local, é preciso observar a evolução do quadro. Já quando há a formação de abscesso, é preciso fazer a drenagem da secreção por meio de incisão na pele e de uso de antibióticos.

Para os casos mais graves, a CCP-Rio recomenda a cirurgia minimamente invasiva que, dentre as suas muitas vantagens em relação à técnica convencional, destaca-se a menor incisão cutânea para remover o pelo e cauterizar o trajeto, além de reduzir o período de recuperação.

Atenção: As formas crônicas quando não tratadas podem aumentar o risco de desenvolver carcinoma de células escamosas, que representa um dos tipos de câncer de pele. Portanto, opte pela prevenção e procure ajuda médica ao aparecimento dos primeiros sinais e sintomas.