Saiba quando procurar um coloproctologista

Quando procurar um coloproctologista? É uma pergunta que aparece sempre entre pacientes que apresentam algum desconforto relacionado à próstata. A primeira ideia que surge na cabeça da maioria das pessoas é a necessidade de realizar um exame. Porém, é preciso saber que o médico responsável por esse tipo de diagnóstico é o urologista, que nada tem de relação com o rastreamento de doenças relacionadas ao intestino grosso: cólon, reto e ânus, além de disfunções do assoalho pélvico.

Essa especialidade médica – a Coloproctologia – é responsável por diagnosticar e tratar diversos problemas de saúde associados ao intestino, desde uma simples constipação até as mais graves como o câncer. O diagnóstico de problemas nessa região é realizado por meio de avaliação do histórico familiar e do estilo de vida, além da indicação de exame clínico, sendo os mais comuns a anuscopia, a retossigmoidoscopia e a colonoscopia.

Entenda quando procurar um coloproctologista, quais são as principais doenças tratadas por esse especialista e a importância da prevenção para evitar problemas intestinais.

Quando procurar um proctologista é uma dúvida frequente entre os pacientes com algum desconforto intestinal

Quando devo procurar um coloproctologista?

A consulta com o médico coloproctologista deve acontecer assim que se iniciarem os primeiros sinais e sintomas de problemas intestinais, tais como alterações nas fezes, sangramentos e coceiras anais, cólicas abdominais, dentre outros. Como os sintomas podem ser semelhantes a outras condições mais brandas, a recomendação é que o paciente não espere pelo seu agravamento para buscar ajuda médica, já que a prevenção e o diagnóstico precoce são as principais armas no enfrentamento de doenças consideradas graves na região.

É importante ressaltar que os avanços tecnológicos para a realização de exames e no que se refere aos medicamentos utilizados para o tratamento têm modificado a incidência do câncer de intestino, aumentando a sobrevida dos pacientes. No entanto, os benefícios dependem da detecção precoce por meio da prevenção.

Para homens e mulheres, a recomendação é que se inicie o rastreamento do câncer de intestino a partir dos 50 anos. A idade cai para 40 anos quando o paciente possui histórico familiar. Lembre-se: incluir o coloproctologista na rotina de consultas periódicas é de suma importância para evitar complicações no futuro.

Mas, quando procurar um coloproctologista?

·   Dificuldade em segurar as fezes;

·   Sangramento anal;

·   Dores abdominais;

·   Caroços e coceira na região anal;

·   Mudanças no ritmo intestinal, com episódios de diarreia ou constipação.

Principais condições e doenças tratadas pelo coloproctologia

·   Câncer de cólon, reto e ânus;

·   Pólipos intestinais;

·   Cisto pilonidal;

·   Fissuras e fístulas anais;

·   Hemorroidas;

·   Lesões pós-cirúrgicas do ânus;

·   Constipação intestinal;

·   Incontinência fecal.

  • Síndrome do intestino irritável

·   Diarreia crônica;

·   Doença diverticular dos cólons e diverticulite;

·   Doenças sexualmente transmissíveis (como o HPV);

·   Doenças intestinais inflamatórias;

·   Prolapso retal;

·   Hidroadenite supurativa.

Agora que você já conhece a importância de prevenir doenças relacionadas ao intestino, não deixe de agendar uma consulta com o especialista ou a qualquer momento, se fizer parte do grupo de risco. Priorize a sua saúde, prefira a prevenção!

Doença Diverticular dos Cólons: você conhece?

Você já ouviu falar em doença diverticular dos cólons? Para compreender o que é esta doença, o primeiro passo é ter em mente que não estamos tratando das conhecidas diverticulose e diverticulite, condições que são frequentemente confundidas pelos pacientes ao receberem o diagnóstico.

A doença diverticular dos cólons, em geral, acomete pessoas com mais de 50 anos de idade, mas para identificá-la é preciso estar atento porque nem sempre os sintomas aparecem. Para esses casos assintomáticos, ela é descoberta apenas pelo exame de rastreamento do câncer colorretal, o que reforça a preocupação dos especialistas para a importância da realização de exames preventivos, seguindo a indicação por idade determinada para cada tipo de doença, ou em momento anterior, caso haja suspeitas ou histórico familiar.

Por isso, a primeira forma de prevenção é, sem dúvida, a informação sobre o que é essa condição e, caso perceba algum sinal semelhante, procure imediatamente ajuda médica. Entenda aqui como identificar a doença diverticular dos cólons, seus principais fatores de risco e as formas de tratamento.

A doença diverticular dos cólons tem sintomas que podem ser facilmente confundidas com outras comorbidades. Em caso de dúvida, procure seu médico

Como podemos identificar a doença diverticular dos cólons?

A principal forma de identificação da doença diverticular dos cólons é a partir dos sintomas apresentados, sendo eles: dor abdominal, alterações no hábito intestinal (diarreia e constipação), gases, sensação de evacuação incompleta, sangramento, dentre outros. Quando a doença se desenvolve de forma assintomática, somente é possível identificá-la por meio de exames preventivos, como o RX do intestino grosso e a colonoscopia, que também é indicado para o rastreamento do câncer de cólon, de pólipos e colites, e da síndrome do intestino irritável.

Quais são os fatores de risco da doença diverticular dos cólons?

Existem alguns fatores comumente associados ao surgimento da doença diverticular dos cólons. Conheça alguns deles:

– Pessoas acima dos 50 anos de idade;

– Alimentação pobre em fibras;

– Episódios frequentes de constipação intestinal ou fezes muito duras;

– Sedentarismo;

– Obesidade.

Como tratar a doença diverticular dos cólons?

Para os casos em que a doença diverticular dos cólons se manifesta de forma mais branda, ou seja, na fase em que ainda não ocorreu comprometimento da saúde, o tratamento normalmente é feito com base em uma dieta rica em fibras e sem a necessidade de hospitalização. Se a doença se apresentar com episódios de hemorragia diverticular, o sangramento requer medidas que garantam a estabilidade hemodinâmica, além de acompanhamento do quadro.

Já para os pacientes com diagnóstico de diverticulite dos cólons aguda, mas sem muitas complicações à saúde, o tratamento pode ser realizado com dieta, repouso, uso de analgésicos e antibióticos. No entanto, para os casos com maior comprometimento, com sintomas como distensão abdominal, febre, dor, enjoos, dentre outros, pode ser que o paciente precise de tratamento cirúrgico, mas somente uma minoria dos pacientes precisa ser submetida a esse tipo de tratamento invasivo.

Em alguns casos, o paciente com sintomas mais graves, precisam ser submetidos à cirurgia

Como prevenir a evolução da doença diverticular dos cólons para as formas mais graves?

A prevenção das complicações abrange, principalmente, a adoção de uma alimentação restritiva baseada em fibras, baixo teor de gorduras e aumento da atividade física diária. Para os pacientes sintomáticos, mas sem complicações, o tratamento inclui o uso de medicamentos analgésicos, antibióticos e a mudança nos hábitos alimentares, com a manutenção da dieta até que a inflamação seja completamente controlada.

Lembre-se: Prevenir é a melhor opção para viver com saúde e qualidade de vida. Portanto, tente manter um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e rica em fibras, além da prática regular de atividades físicas e o controle do peso. Dessa forma, você reduzirá as chances de desenvolver a doença diverticular dos cólons e também outras patologias que colocam em risco a sua saúde.

Doenças inflamatórias intestinais: saiba quais são as mais comuns

Dores abdominais constantes, diarreia, constipação, perda de peso sem motivo aparente, fadiga, fraqueza, sangramentos retais e, até mesmo, aftas são alguns dos sintomas que podem sinalizar a presença de uma doença inflamatória intestinal (DII). Embora a DII acometa pessoas de todas as idades, há um predomínio em adultos jovens até os 35 anos e em idades mais avançadas, entre os 55 e 75 anos.

As causas da DII ainda são desconhecidas pela comunidade médica, mas existem fatores de risco que podem ser relacionados a ela, como os genéticos, ambientais, alimentares, maus hábitos de vida e a presença de distúrbios emocionais. A depender da gravidade, podem levar a pessoa a apresentar quadros graves de desnutrição, devido à não absorção dos nutrientes pelo intestino. 

Muitos sintomas da DII podem ser experimentados pela maior parte da população em alguma fase da vida, mas quando ocorrem com frequência e em maior intensidade, precisam de avaliação médica para tratar ou impedir que a situação evolua para outras condições de maior gravidade.

Saiba o que são as doenças intestinais, conheça os tipos mais comuns e as possíveis formas de prevenção.

O que é a doença inflamatória intestinal?

A doença inflamatória intestinal (DII) se caracteriza por lesões nas paredes do intestino, ocasionadas por algumas doenças crônicas que podem surgir no órgão e levar a quadros de inflamação, que variam de média a alta gravidade. O intestino passa a ter aspecto inchado e coloração avermelhada, por vezes, com feridas e úlceras.

A forma de identificação da DII é a partir da manifestação dos sintomas e, por isso, conhecê-los é o primeiro passo para auxiliar o médico a chegar a um diagnóstico preciso da doença.

Sinais e sintomas comuns à doença inflamatória intestinal:

  • Dor abdominal recorrente;
  • Alteração nos hábitos intestinais, com diarreia ou constipação;
  • Sangramento intestinal;
  • Caroços ou secreção na região do ânus;
  • Perda de peso;
  • Aftas na boca;
  • Cansaço extremo;
  • Fraqueza;
  • Problemas digestivos;
  • Febre;
  • Olhos vermelhos;
  • Dores nas articulações;
  • Dentre outros.

Conheça as principais doenças inflamatórias intestinais

Constipação

Muito conhecida como “prisão de ventre” ou “intestino preso”, a constipação consiste na baixa frequência de evacuações, ou seja, menos de três vezes durante a semana, ou quando há a sensação de evacuação incompleta e fezes endurecidas. Ao sofrer dessa condição, a pessoa costuma sentir dores, inchaço na região abdominal e muitos gases. As principais causas podem estar associadas à má alimentação, baixa ingestão de água e não realizar atividades físicas regularmente.

Doença celíaca

A doença celíaca consiste em uma reação do sistema imunológico ao glúten, que é uma proteína encontrada em cereais. Possui origem genética e pode ocasionar episódios de diarreia, anemia, perda de peso sem causa aparente, osteoporose, câncer e até prejudicar o crescimento em crianças.

Síndrome do cólon irritável

A síndrome do cólon irritável, também chamada de síndrome do intestino irritável (SII), é uma das doenças intestinais com maior dificuldade de diagnóstico, por não corresponder necessariamente a uma lesão ou inflamação na mucosa do cólon e possuir sintomas semelhantes a outras doenças intestinais.

Sua causa está fortemente associada aos aspectos emocionais, como os transtornos de ansiedade e o estresse elevado. Para preveni-la ou tratá-la é preciso mudanças relacionadas ao estilo de vida, com a reeducação alimentar, autocontrole emocional e adoção à prática de atividades físicas regulares.

Colite ulcerativa

A colite ulcerativa é uma doença inflamatória crônica do intestino grosso, que causa crises de diarreia com sangue, cólicas abdominais e febre. Pessoas que apresentam essa condição possuem maior predisposição a desenvolverem câncer de cólon. Os sintomas dependem do grau de acometimento da inflamação.

Diverticulite e diverticulose

A diverticulite e diverticulose são doenças relacionadas e associadas à baixa ingestão de nutrientes, alimentação pobre em fibras e ao sedentarismo. A diverticulose consiste no aparecimento de pequenas bolsas nas paredes intestinais, geralmente sem causar sintomas. Já a diverticulite é uma patologia inflamatória, decorrente de complicações da diverticulose, que pode ter como consequência o surgimento de hérnias no intestino.

Os sintomas mais comuns da diverticulite são: diarreias com sangue, febre e cólicas abdominais. O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença, podendo, nos casos mais avançados, ser cirúrgico.

Doença de Crohn

A Doença de Crohn consiste na inflamação do revestimento do trato digestivo, podendo alcançar a mucosa e as camadas musculares das alças intestinais. Em alguns casos, é possível se espalhar pelos tecidos afetados. Embora não tenha uma causa conhecida, alguns fatores de risco estão associados a ela, tais como o estilo de vida, hábitos alimentares com baixa qualidade nutricional, tabagismo e transtornos emocionais, além de determinados vírus e bactérias.

Os principais sintomas da Doença de Crohn são: diarreia, cólicas abdominais intensas, perda de peso sem causa aparente, febre alta e sinais de inflamações na região da boca. Também podem surgir fístulas no ânus e na região perianal. O tratamento é realizado por medicamentos ou intervenção cirúrgica, mas a mudança no estilo de vida é fundamental para minimizar os sintomas.

Retocolite ulcerativa

A retocolite ulcerativa consiste na inflamação da mucosa do intestino grosso (cólon) e do reto. Suas manifestações podem ocorrer para além do intestino, acometendo outras regiões do corpo, como as articulações, fígado, rim, pele, mucosas, olhos e coração.

Dentre os principais sintomas estão: diarreia, pus ou sangue nas fezes, cólicas, febre, fraqueza, cansaço extremo e episódios de vômitos. Sua causa ainda é desconhecida pelos médicos, mas pode estar associada a fatores genéticos, obesidade, alimentação de baixa qualidade nutricional, estilo de vida não saudável.

Câncer de cólon retal

O câncer colorretal consiste em tumores que acometem o intestino grosso e o reto e se desenvolvem por meio de pólipos intestinais, que podem ser pré-cancerígenos. A boa notícia é que com uma rotina de exames preventivos periódicos, os pólipos podem ser retirados durante a colonoscopia, eliminando as chances de se tornarem tumores no futuro. Por isso, é fundamental que todos realizem a colonoscopia a partir dos 50 anos de idade ou em idade inferior, em caso de histórico familiar da doença.

Caso você perceba qualquer alteração que persista nos seus hábitos intestinais ou alguns dos sintomas que possam indicar uma doença inflamatória intestinal, procure imediatamente um médico. Mas lembre-se: a prevenção sempre é melhor que o tratamento, então, mesmo que você não identifique nenhum dos sintomas apresentados aqui, priorize alimentos saudáveis em sua dieta diária e inicie uma rotina de exercícios físicos. Com certeza, você ganhará muito em qualidade de vida.