Importância do diagnóstico por imagem da endometriose

Você sabe exatamente o que é a endometriose? Essa condição acomete cerca seis milhões de mulheres, apenas no Brasil, entre 13 e 45 anos, podendo desencadear a infertilidade em 30% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia. O diagnóstico por imagem da endometriose pode ajudar no controle da doença que ainda é um grande desafio na prática médica, principalmente pela dificuldade de detectá-la pelo exame físico.

Por isso, a maioria das mulheres que descobre a endometriose leva de 7 a 9 anos para obter o diagnóstico e, nesse ponto, o uso de exames de imagem para o mapeamento da doença é fundamental.

Entenda o que é a endometriose e por que o diagnóstico por imagem é tão importante.

O diagnóstico da endometriose por imagem pode facilitar o tratamento e agilizar o controle sobre a doença

Nesse artigo você vai encontrar:

  • O que é a endometriose
  • Como obter o diagnóstico correto da endometriose?
  • Como investigar a endometriose por imagem?
  • Por que os exames por imagem são importantes para evitar a infertilidade?
  • Há tratamento para a endometriose?
  • Posso ficar curada da endometriose?

O que é endometriose?

Durante o ciclo menstrual, o hormônio estrogênio estimula o crescimento do endométrio (membrana que reveste o útero). Quando esse tecido cresce fora do útero, provocando um processo inflamatório, temos um caso de endometriose.

Vale lembrar que essa doença pode ser assintomática, mas, a qualquer momento, pode se manifestar por meio de dor na região pélvica e nas relações sexuais, fadiga, distúrbios gastrointestinais e até mesmo dificuldade de engravidar.

 Como obter o diagnóstico correto da endometriose?

O exame ginecológico clínico, ou seja, aquele realizado em consultório médico, é apenas o primeiro passo para se obter o diagnóstico da endometriose. A suspeita somente é confirmada por exames de imagem, que permitem a investigação de toda a região e, por isso, são fundamentais para o direcionamento do tratamento adequado para a doença.

Como investigar a endometriose por imagem?

Os principais exames de imagem para a investigação detalhada da endometriose são o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética da pélvis. No primeiro, é preciso que a paciente faça um preparo intestinal na véspera do exame, para que os resíduos fecais e gases sejam eliminados.

Dessa forma, é possível detectar lesões e alterações no útero, vagina, ovários, bexiga e alças intestinais, que podem indicar a presença da endometriose. 

Já a ressonância magnética da pélvis é indicada para pacientes que estão sob suspeita de endometriose profunda, uma vez que permite avaliar áreas inacessíveis à ultrassonografia e que precisam de uma técnica mais avançada para a observação da região.

Por que os exames por imagem são importantes para evitar a infertilidade?

A endometriose pode causar a infertilidade da mulher em metade dos casos diagnosticados. Porém, com o diagnóstico preciso e precoce é possível evitar a evolução da doença e preservar a fertilidade da paciente. Dessa forma, a realização de exames por imagem é muito importante para que as chances de reprodução natural sejam aumentadas.

Há tratamento para a endometriose?

O tratamento da endometriose varia de acordo com a região acometida e o tempo de evolução da doença, podendo ser medicamentoso ou cirúrgico. Por isso, manter uma rotina de consultas ao ginecologista é fundamental para a prevenção de complicações da endometriose.

Ao notar qualquer sintoma, comunique ao médico que vai solicitar exames por imagem para confirmar a suspeita, que devem ser feitos em laboratórios de imagem e clínicas de ultrassonografia de sua confiança e de seu médico.

Posso ficar curada da endometriose?

Infelizmente, a endometriose não possui cura, mas existe controle por meio de tratamentos quem amenizam os sintomas e devolvem a qualidade de vida à paciente. Alguns fatores externos, como a alimentação, podem interferir na evolução do quadro. Nesse sentido, redobre os cuidados com a ingestão de determinados alimentos.

Quanto antes a endometriose for descoberta, maiores serão as chances de minimizar os problemas que ela pode causar, o que inclui a infertilidade. Procure o seu ginecologista regularmente e, caso apresente sintomas, faça os exames por imagem!

Por Centro de Cirurgia Pélvica

Endometriose intestinal: o que é e como tratar

A endometriose é uma doença que ocorre quando um tecido  similar ao endométrio, que reveste a parede interna do útero para uma possível gestação, cresce em outras partes do corpo da mulher. Na maioria dos casos, essa enfermidade acomete os órgãos da região pélvica, como a bexiga, as trompas de Falópio e até mesmo o intestino. Quando isso acontece, essa condição é chamada de endometriose intestinal, causando incômodos e danos ao interior desse órgão.

Entenda o que causa a endometriose intestinal, seus sintomas mais comuns e formas de tratamento.

O que pode causar a endometriose intestinal?

Não há evidências científicas sobre uma causa da endometriose, mas existe uma teoria chamada “menstruação retrógrada”, que considera que o sangue da menstruação possa seguir o fluxo contrário ao normal, carregando para a região pélvica as partículas endometriais. Dessa forma, as células do endométrio se deslocariam até o intestino. Também há estudos que justificam o surgimento da doença devido a fatores genéticos e hormonais.

Saiba identificar os principais sintomas da endometriose intestinal

·   Diarreia ou prisão de ventre;

·   Dor na região pélvica;

·   Acúmulo de gases;

·   Sangramento ao evacuar.

Em que parte do intestino costuma surgir a endometriose?

A endometriose intestinal pode avançar para qualquer parte do órgão, mas a grande maioria dos casos afeta a região do cólon sigmoide e do reto. Por estar relacionada à menstruação, é comum que os sintomas se tornem intensos nos dias anteriores a ela, o que torna os incômodos mais leves com a chegada da menopausa, quando os níveis do hormônio estrogênio caem significativamente.

Entretanto, é importante destacar que a doença se manifesta de formas diferentes em cada mulher, podendo, inclusive, ser categorizada como superficial e profunda.

Como é realizado o tratamento da endometriose intestinal?

Embora a endometriose ainda não tenha cura, existem tratamentos para o controle da doença, promovendo a melhoria da qualidade de vida da paciente. Porém, é preciso avaliação de um especialista para recomendar a melhor opção de tratamento da endometriose intestinal.

Em geral, os tratamentos disponíveis são: os medicamentos para dor com terapia hormonal que controla os níveis de progesterona e estrogênio; por meio de análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH), para interromper por completo a ovulação e o desenvolvimento do endométrio; e a intervenção cirúrgica, que pode remover as lesões ou, nos casos mais graves, remover partes do intestino.

É importante lembrar que o tratamento adequado é essencial para garantir que o intestino retorne ao seu pleno funcionamento, assim como para controlar a endometriose e eliminar os riscos de infecções. 

Benefícios dos exercícios físicos para a endometriose

Você conhece os benefícios dos exercícios físicos para a endometrioses? A prática de atividades regulares é capaz de aliviar as dores e outros sintomas devido ao efeito vasodilatador e analgésico provocado pela endorfina, hormônio liberado no organismo durante a prática de atividades físicas. Com o metabolismo acelerado e o aumento da imunidade, as taxas hormonais do corpo humano tendem a ser reguladas, o que inclui o estrogênio, hormônio que responde pelo crescimento do endométrio.

Entenda o que é a endometriose e de que forma a prática de atividades físicas ajuda a reduzir os sintomas em mulheres que sofrem dessa condição. 

A prática de exercícios físicos ajuda no controle dos sintomas da endometriose

O que é a endometriose?

A endometriose acomete cerca de 6,5 milhões de mulheres no Brasil e 176 milhões em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), podendo desencadear graves problemas para a saúde feminina, como fortes dores pélvicas e dificuldades para engravidar. Essa doença ocorre quando o endométrio se implanta fora da região do útero, podendo ser na cavidade abdominal ou em áreas mais distantes, como intestino, bexiga,  ovários e ligamentos.

De que forma a prática de atividades físicas ajuda a reduzir os sintomas da endometriose?

Os benefícios dos exercícios físicos para a endometriose são inúmeros. Praticar atividades físicas ajuda, e muito, a reduzir os sintomas da endometriose, uma vez que evita problemas de postura, que podem ocasionar intensas dores pélvicas em mulheres com essa condição. Além disso, é unanimidade entre a comunidade científica associar os exercícios físicos a um fator de proteção aos processos inflamatórios, sendo capazes de estimular o aumento dos níveis de citocinas e reduzir os de estrogênio.

Quais são os tipos de exercícios indicados para aliviar os sintomas causados pela endometriose?

O tipo, a intensidade e a frequência das atividades físicas dependem do grau de dor apresentado pela mulher em decorrência da endometriose, podendo ser indicado, por especialistas, exercícios aeróbicos e isométricos. Vale destacar que os exercícios, em especial os aeróbicos, agem como moduladores do desconforto, por meio da produção de hormônios de prazer – a endorfina, que tem uma ação analgésica natural.

Além disso, os benefícios dos exercícios físicos para a endometriose são tanto físicos quanto emocionais, tais como: redução do estresse, alívio da tensão muscular, fortalecimento dos músculos e ossos, além de promover o equilíbrio do sistema imunológico.

Exemplos de exercícios físicos que podem amenizar os sintomas da endometriose

Aeróbicos: caminhada, corrida, dança e jump.

Isométricos: agachamento e prancha abdominal.

Lembre-se: antes de iniciar uma rotina de atividades físicas, é importante consultar um especialista para verificar as condições de saúde e receber toda a orientação necessária e adequada sobre o tipo de exercício físico mais indicado e que, de fato, seja capaz de melhorar os sintomas da endometriose e trazer mais qualidade de vida.

Diferenças entre endometriose e adenomiose

Endometriose e adenomiose são doenças relacionadas ao tecido endometrial, que podem ser desencadeadas ou agravadas pelas alterações nos níveis do hormônio estrogênio no organismo da mulher. Embora existam semelhanças entre essas condições, trata-se de patologias diferentes e que, portanto, precisam de tratamentos específicos para cada uma delas, assim como acompanhamento e diagnóstico adequado.

Entenda aqui quais as diferenças entre endometriose e adenomiose e conheça  suas formas de tratamento.

Endometriose e adenomiose são doenças que acometem o endométrio, mas possuem certas particularidades

Características da endometriose

A endometriose é uma condição crônica que acomete cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva, causando impactos na vida reprodutiva. Consiste na existência de tecido endometrial fora do útero, que leva a quadros de inflamação e fibrose. Por vezes, a doença é assintomática, sendo descoberta apenas quando o casal apresenta dificuldades para engravidar. Porém, pode ser acompanhada de alguns sintomas, conforme apresentaremos a seguir.

O diagnóstico da endometriose ocorre por meio de exames laboratoriais, para identificar o marcador tumoral CA-125, em amostras de sangue. A doença também pode ser detectada por exames de imagem, como a laparoscopia, a ultrassonografia e a ressonância magnética.

Sintomas da endometriose

·       Dor intensa na região pélvica;

·       Grande fluxo menstrual;

·       Incômodos durante a relação sexual;

·       Dor ao urinar ou defecar;

·       Diarreia ou prisão de ventre;

·       Fadiga;

·       Dificuldade para engravidar.

Características da Adenomiose

A adenomiose costuma se manifestar em mulheres que já engravidaram ou que já passaram por curetagem, miomectomia ou parto cesárea, sendo mais comum entre a faixa etária de 35 a 50 anos. A doença se caracteriza por um espessamento dentro das paredes do útero, provocando dores, sangramento excessivo ou cólicas fortes, especialmente durante o período menstrual.

Vale ressaltar que a cessação da produção de estrogênio no organismo, após a menopausa, faz com que a adenomiose desapareça naturalmente e, por isso, nem sempre a doença é diagnosticada. Para os casos em que ela manifesta sintomas aparentes, a confirmação do quadro ocorre por meio de histórico clínico da paciente e por exames de imagem, como a ressonância magnética, ultrassonografia transvaginal ou histerossonografia, para verificar o espessamento da parede uterina.

Sintomas da Adenomiose

·       Inchaço abdominal ou na região pélvica;

·       Cólicas fortes durante o período menstrual;

·       Dores na relação sexual;

·       Aumento do fluxo menstrual;

·       Prisão de ventre e dor ao evacuar.

Como é o tratamento da endometriose e adenomiose? 

Assim como existem diferenças entre a endometriose e adenomiose, os tratamentos também precisam de condutas específicas para cada condição. Para os casos de endometriose, pode-se indicar o tratamento cirúrgico, por meio da videolaparoscopia, para a remoção do tecido endometrial localizado em órgãos fora da cavidade uterina. Também pode ser recomendado tratar com o uso de medicamentos, para aliviar os sintomas relacionados à doença.

Já para os casos de adenomiose, caso a mulher ainda planeje uma gestação, o tratamento medicamentoso se torna a melhor opção para amenizar os sintomas e controlar a doença. Para aquelas que não desejam engravidar, pode-se fazer uso de remédios hormonais, como pílula anticoncepcional com progesterona, DIU, ou anel vaginal. Há também casos em que a indicação é cirúrgica, para a remoção do excesso de tecido endometrial da cavidade uterina.

Lembre-se: ambas as condições precisam de uma avaliação cuidadosa do médico responsável, de forma a indicar o tratamento mais apropriado, de acordo com os anseios e as condições clínicas de cada mulher.