HPV e as patologias cervicais: entenda essa relação

O Papiloma Vírus Humano (HPV) é considerado o principal fator de risco para o desenvolvimento de lesões malignas e que podem evoluir para o câncer de colo do útero, segundo tipo mais comum da doença entre as brasileiras. Por isso, ações de conscientização da população sobre os cuidados preventivos para o combate a esse vírus são fundamentais. Dentre as medidas comportamentais orientadas por especialistas para a prevenção estão: o uso de preservativos durante todas as relações sexuais, a vacinação contra os subtipos de HPV e a realização periódica de exames ginecológicos.

Entenda o que é o HPV, como a infecção por esse vírus pode levar ao câncer do colo do útero e quais exames são capazes de indicar a presença do HPV no organismo.

Vacinação contra os subtipos de HPV e a realização periódica de exames ginecológicos são alguns dos métodos de prevenção

O que é o HPV?

O HPV consiste em um vírus de DNA, com alto potencial oncogênico, ou seja, responde por cerca de 98% dos casos de câncer do colo do útero. Esse tipo de câncer ocupa o segundo lugar em quantitativo de mortes entre a população feminina que vive no Brasil, sendo o HPV responsável por cerca de 15% de todas as infecções invasoras diagnosticadas em mulheres. Dentre os mais de 200 tipos diferentes de HPV, aproximadamente 40 provocam alguma infecção, dentre os quais 15 possuem potencial oncogênico.

Em quanto tempo a infecção pelo HPV pode levar a patologias cervicais?

A infecção por HPV pode se tornar uma doença crônica, com a evolução das lesões pré-cancerosas para o câncer do colo do útero. O ritmo de desenvolvimento da doença é lento, levando em média entre 15 a 20 anos para se tornar um câncer. No entanto, entre as mulheres com o sistema imunológico debilitado, o tempo de evolução cai para 5 a 10 anos.  

Fatores de risco para a evolução de o HPV desencadear o câncer do colo do útero  

  • Tipo de HPV adquirido;
  • Situação clínica da paciente;
  • Infecção simultânea por outras doenças por via sexual;
  • Transmissão vertical;
  • Tabagismo;
  • Iniciação sexual precoce;
  • Múltiplos parceiros sexuais.

Como ocorre o rastreamento do câncer do colo do útero?

É fundamental que todas as mulheres sejam submetidas a exames ginecológicos pelo menos uma vez ao ano, incluindo o Papanicolau e a testagem de sangue. Vale lembrar que o câncer do colo do útero pode ser prevenido com o diagnóstico precoce, uma vez que os tratamentos existentes apresentam elevado potencial de cura. Conheça os três tipos de testes de triagem existentes:  

  • Citologia convencional (PAP ou CC) e citologia em base-líquida (CBL);
  • Inspeção visual com ácido acético;
  • Teste de HPV para tipos específicos de vírus de alto risco.  

Fique alerta: A recomendação da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e a OMS alertam para a necessária realização de exames preventivos contra o câncer de colo do útero na faixa etária de 30 a 49 anos, em todos os países do mundo. No Brasil, o exame preventivo é indicado na rede pública para mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram atividade sexual, e a vacinação contra o HPV de meninas entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, além de portadores de HIV e de pessoas transplantadas entre 9 e 26 anos de idade.