Novembro Azul: um alerta para os cuidados com a saúde do homem

O rastreamento e a prevenção do câncer de próstata ganham relevância durante todo o mês de novembro no Brasil e em todo o mundo para conscientizar a população masculina sobre a importância de realizar os exames preventivos para o diagnóstico precoce da doença. Os cuidados com a saúde do homem passam a ser destaque em um movimento mundial chamado Novembro Azul, que visa, além de preveni-la, a reduzir as taxas de mortalidade por câncer e aumentar as chances de cura da doença.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para o Brasil é que entre os anos de 2020 e 2022, 625 mil casos novos de câncer surjam, dentre os quais, 65 mil sejam referentes ao câncer de próstata. Ainda segundo o INCA, os tipos de câncer mais frequentes em homens, à exceção do câncer de pele, serão: próstata (29,2%), cólon e reto (9,1%), pulmão (7,9%), estômago (5,9%) e cavidade oral (5,0%).

Embora seja uma doença recorrente no universo masculino, por receio ou apenas por falta de conhecimento, muitos homens não buscam assistência médica para a realização de exames preventivos, permitindo, com essa atitude, que a doença evolua e até mesmo se espalhe para outros órgãos. Nesse sentido, uma das principais armas para combater este e outros tipos de câncer é a informação.

Conheça como é possível identificar o câncer de próstata, os principais sintomas e fatores de risco, e quais cuidados são necessários para manter a saúde do homem em dia.

Como é possível identificar o câncer de próstata?

Na maioria dos casos, o câncer de próstata se desenvolve lentamente e de forma assintomática. Porém, isso não é regra, já que a doença pode apresentar crescimento acelerado e, inclusive, atingir outros órgãos (metástase), o que dificulta a efetividade do tratamento e, consequentemente, as chances de cura.

Por isso, além de estar atento aos sintomas, é preciso visitar periodicamente o médico e realizar os exames preventivos que serão solicitados. Os procedimentos indicados para o rastreamento do câncer de próstata são: toque retal e exame de dosagem do PSA, que consiste em um marcador útil para a avaliação da saúde da próstata.

Quais os principais sintomas do câncer de próstata?

Para os casos em que o câncer de próstata apresenta sintomas, os mais comuns são:

– Dificuldade de urinar (com demora em começar e ao terminar);

– Jato de urina reduzido;

– Sangue na urina;

– Necessidade de urinar mais vezes ao longo do dia e da noite.

Quais os fatores de risco para o câncer de próstata?

– Idade: A doença costuma se manifestar com o avanço da idade e, por isso, é recomendado que homens acima de 40 anos realizem os exames diagnósticos anualmente. 

– Fator genético: Quando há casos na família, o rastreamento da doença poderá ser feito em idade inferior. Isso porque no caso de parente direto (avô, pai ou irmão) ter apresentado esse tipo de câncer, o risco da pessoa é duas vezes maior de desenvolver a doença. 

– Alimentação inadequada: Ter uma alimentação rica em gordura e pobre em nutrientes pode aumentar o risco de desenvolver a doença.

– Consumo de álcool e tabaco.

– Obesidade.

– Meio ambiente: A exposição frequente a produtos químicos nocivos à saúde pode aumentar o risco.

Quais cuidados são necessários para manter a saúde do homem em dia?

Além de realizar periodicamente exames preventivos e manter uma rotina de consultas médicas, para se ter saúde e qualidade de vida é fundamental que os homens procurem um estilo de vida mais saudável, que inclui a atenção a uma alimentação balanceada, não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas de forma excessiva, cuidar da pele, ter qualidade de sono, manter o peso ideal, estar atento à saúde mental e praticar exercícios físicos regularmente, procurando fugir do sedentarismo todos os dias. Todas essas atitudes são capazes de prevenir não apenas o câncer de próstata, mas fortalecer todo o organismo contra o surgimento de outras doenças. 

Cuide-se: Romper com o preconceito para buscar a prevenção e a detecção de doenças é o melhor caminho para preservar a sua vida e a de quem você ama. Faça você também parte do Novembro Azul!

Por que a colposcopia é tão importante?

A colposcopia é um exame ginecológico indicado para a detecção do câncer de colo do útero e lesões relacionadas ao Papilomavírus Humano (HPV). Em geral, o exame é solicitado pelo ginecologista para pacientes que tiveram alterações verificadas no resultado do Papanicolau, como forma complementar para a confirmação do diagnóstico, podendo ser, inclusive, feita a biópsia durante o procedimento.

Caso você precise realizar o exame, não há motivo de preocupação, já que se trata de um procedimento indolor, que pode apenas causar um leve incômodo ou sensação de ardência no momento da aplicação de produtos que auxiliam o médico a ter melhor visão da vulva, do colo do útero e da vagina. O exame é simples, leva em torno de 10 minutos e permite ao ginecologista ter uma avaliação detalhada da região para poder determinar o melhor tratamento de acordo com cada caso.

Entenda para que serve a colposcopia, para quem é indicada e as recomendações para antes e depois de realizar o exame.

Para que serve a colposcopia?​​​

A colposcopia serve para oferecer ao ginecologista um diagnóstico confirmatório de alguma suspeita de doença, devido a alterações no exame do Papanicolau. Por ser um exame mais preciso e que permite ter uma visão ampliada da região, o procedimento é muito usado na prevenção de doenças graves que comprometem o aparelho reprodutor feminino.​​ Vale lembrar que a colposcopia não substitui o Papanicolau, que deve ser feito ao menos uma vez ao ano.

Saiba para que situações a colposcopia é indicada:

– Verrugas genitais;

– Sangramento durante a relação sexual;

– Inflamação do colo do útero;

– Tumores benignos (pólipos);

– Suspeita de câncer no colo do útero, vagina ou vulva;

– Alterações no exame Papanicolau.

Quando é indicada a colposcopia e como ela é feita?

A colposcopia pode ser indicada em duas situações: para que o médico possa ter uma avaliação mais aprofundada e detalhada da região ou quando a mulher apresenta alterações celulares suspeitas ou com indícios de lesões causadas pelo HPV.

Para realizar o exame, o ginecologista utiliza um aparelho com sistema de lentes de aumento – o chamado colposcópio, e líquidos (ácido acético e iodo) que, ao entrarem em contato com a mucosa, são capazes de identificar manchas que podem sinalizar a existência de alterações no colo do útero e nas paredes vaginais.

Durante o exame, é possível extrair pequenas amostras de tecidos do colo do útero para uma análise laboratorial mais aprofundada, por meio da biópsia.

Recomendações antes de realizar a colposcopia

Para realizar a colposcopia é preciso que a paciente esteja fora do período menstrual e que não tenha tido relações sexuais nas 48 horas anteriores ao dia do exame, mesmo com o uso de preservativos. O procedimento pode ser realizado também por gestantes, sem nenhum dano para o bebê.

A restrição ocorre para mulheres que fazem uso de anticoagulantes, que precisam interromper o medicamento por alguns dias antes da realização do exame, para evitar o risco de hemorragia.

Lembre-se: os exames preventivos são muito importantes para identificar doenças em seus estágios iniciais, aumentando, assim, as chances de sucesso no tratamento e de cura. Por isso, mantenha a consulta com o ginecologista em dia e nunca deixe de realizar todos os exames solicitados por ele.

Outubro Rosa: prevenção para todas as mulheres

O mês de outubro é marcado pela campanha Outubro Rosa, que tem como objetivo conscientizar a população sobre o câncer de mama, para reduzir a incidência e a mortalidade pela doença em todo o mundo. O movimento envolve o incentivo à detecção e tratamento da doença, que ocupa a primeira posição em mortes de mulheres no Brasil e representa a segunda maior causa entre a população feminina em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 2,3 milhões de novos casos foram diagnosticados no mundo somente em 2020.

As ações de sensibilização das pessoas costumam remeter à importância do cuidado com a saúde da mulher, com a prevenção de doenças como o câncer de colo de útero e a endometriose, por exemplo. Além disso, destaca-se a grande importância de não atrasar a consulta anual com o ginecologista e realizar os exames preventivos solicitados pelo especialista.  

Quando o assunto é sobre a prevenção, ter informação de qualidade sobre o tema é o primeiro passo para evitar doenças e aumentar as chances de cura, a partir do diagnóstico precoce e do início do tratamento ideal para cada caso. Saiba quais são os principais sintomas e fatores de risco do câncer de mama, e conheça outras doenças que acometem as mulheres e que também podem ser prevenidas ou tratadas.

Quais são os principais sinais e sintomas do câncer de mama?

Os principais sinais do câncer de mama podem ser identificados por meio de nódulos e alterações na pele da região das mamas. Os caroços não costumam causar dores e podem ser notados nas axilas ou no pescoço. Nesse caso, o autoexame é muito importante para a detecção do câncer de mama, mas ele só consegue identificar tumores já em fase de desenvolvimento. Nas fases iniciais da doença, é preciso o auxílio de outros exames para o diagnóstico, como o ultrassom, a mamografia e a biópsia.

Outros sinais e sintomas do câncer de mama podem se apresentar por transformações na pele, que passa a ter aparência avermelhada, além da saída de líquido de um dos mamilos. Por isso, ao notar qualquer mudança nas mamas, busque ajuda médica imediatamente.

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?

O câncer de mama não tem uma única causa e diversos fatores de risco estão relacionados ao desenvolvimento da doença. Entre eles, destacam-se a idade avançada, o histórico familiar de câncer e o estilo de vida da mulher, como o hábito de ingerir álcool excessivamente, alimentação inadequada, não se exercitar, consumo de tabaco e outras drogas.

Outros fatores também contribuem para o aumento da incidência do câncer de mama, como a exposição de forma prolongada ao estrogênio. Isso pode ocorrer em mulheres que tiveram quadros de puberdade precoce, não engravidaram e também apresentaram a menopausa tardia.

Quais os principais tipos de doenças que acometem as mulheres e que possuem prevenção?

Além do câncer de mama e de útero, existem outras doenças que acometem exclusivamente as mulheres e que podem ser evitadas, com orientações do ginecologista sobre os cuidados preventivos ou a detecção precoce, aumentando as chances de efetividade no tratamento.

Conheça algumas doenças ginecológicas que podem ser prevenidas ou tratadas

Endometriose

A endometriose se caracteriza pela presença do tecido do endométrio (camada que reveste o interior do útero) fora do seu local natural. A doença pode ser silenciosa ou apresentar sintomas, como cólica menstrual, dor pélvica e durante a relação sexual, sangue ou dor ao urinar e constipação intestinal. Embora não existam formas de evitá-la, é possível identificá-la em sua fase inicial, prevenindo que ela evolua para as formas mais graves.

Incontinência urinária feminina

A incontinência urinária é a incapacidade de controlar a vontade de urinar, podendo em alguns casos ter a perda involuntária de urina ao tossir e espirrar, por exemplo. Muitas mulheres que sofrem dessa condição experimentam a sensação de que a bexiga não foi totalmente esvaziada após urinar, e a vontade de fazer xixi por uma ou mais vezes durante a noite, prejudicando o sono.

Embora seja mais comum em gestantes e idosos, pode acometer mulheres não-grávidas de qualquer idade, principalmente, as que possuem infecção no trato urinário, constipação intestinal, diabetes e obesidade.

Vulvovaginite

A vulvovaginite consiste em uma modificação infecciosa ou inflamatória da vulva, vagina e colo do útero. Sua principal causa é a infecção por bactérias, protozoários e fungos, ou ainda por alteração da flora bacteriana. Essa condição atinge, principalmente, mulheres em idade reprodutiva e que estejam com a imunidade baixa, e não tem caráter contagioso.

Os principais sintomas da vulvovaginite são: corrimentos, odor, cor avermelhada da região, coceira ou irritação na pele da vagina e dores durante a relação sexual. Pode ainda aparecer lesões externas e internas na região, como verrugas, bolhas e úlceras.

Mioma uterino

O mioma uterino consiste em um tumor benigno e de origem genética, situado no útero, que pode surgir em mulheres em idade fértil. Na maioria dos casos, o mioma não apresenta sintomas, mas quando existem, podem se manifestar por meio de sangramento intenso durante a menstruação, dor na região abaixo do umbigo e durante a relação sexual, febre, corrimento com odor e dificuldade para segurar a vontade de urinar.

Síndrome do Ovário Policístico

A Síndrome do Ovário Policístico é um distúrbio hormonal que pode acometer a mulher em idade reprodutiva. A síndrome consiste em um aumento de tamanho dos ovários, que criam várias bolsas cheias de líquido (cistos). É considerada a causa mais frequente de infertilidade em mulheres que não ovulam corretamente. 

Dentre os principais sintomas estão o aparecimento de pelos no rosto, pele oleosa e com acne, ganho de peso e alterações no ciclo menstrual. Embora a síndrome não tenha cura, pode ser controlada com tratamento adequado.

Corrimento vaginal

O corrimento vaginal costuma afetar grande parte das mulheres, sendo um sintoma que se caracteriza pelo aparecimento de secreção vaginal com cheiro forte, cor amarelada ou escura, que causa ardência ou dor. Pode estar relacionado a tipos de alergia e a doenças sexualmente transmissíveis, tendo para esses casos como medidas preventivas, principalmente, o uso de preservativos, não usar roupas e não permanecer com o biquíni molhado por longos períodos.

Fique atenta: Prevenir doenças é sempre uma opção melhor do que tratá-las. Portanto, cuide da sua saúde! Jamais atrase a consulta anual ao ginecologista e faça todos os exames periódicos determinados pelo seu médico.