Histeroscopia e infertilidade: Qual a relação?

Histeroscopia e infertilidade estão relacionadas? Esta é uma pergunta feita por várias mulheres. Para ajudar a esclarecer, a histeroscopia é um exame ginecológico de imagem que permite a visualização interna do útero, auxiliando o médico na identificação de doenças e anormalidades na região. O que muitas mulheres desconhecem é que o exame também pode ser indicado para descobrir possíveis causas que possam justificar a dificuldade de conseguir engravidar, para os casos em que o casal mantenha relações sexuais durante 12 meses sem o uso de métodos contraceptivos.

O exame deve ser feito em locais e com profissionais de confiança, uma vez que os seus resultados podem determinar a necessidade da histeroscopia cirúrgica ou do início do tratamento de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

Saiba como é feita a histeroscopia, para que casos ela é indicada e qual a sua relação com a infertilidade feminina.

A histeroscopia é feita para visualizar toda a cavidade uterina e o canal cervical

Como é feito o exame de histeroscopia?

A histeroscopia é feita com um instrumento chamado histeroscópio, que é introduzido na vagina para visualizar toda a cavidade uterina e o canal cervical. O exame é considerado um grande avanço tecnológico para a área, já que por meio de uma câmera é possível que as imagens sejam transmitidas para um monitor, utilizando gás (CO2) ou soro fisiológico para permitir a distensão do útero. 

Durante o exame, inclusive, podem ser extraídos pequenos fragmentos do endométrio para avaliação laboratorial. Pelo fato de o exame não precisar de anestesia, a rotina da paciente pode ser retomada logo após o procedimento. Mas a opção pela anestesia depende de cada situação, já que a passagem do aparelho até o colo do útero pode causar em algumas pessoas a sensação de dor ou incômodo, podendo ser administrado o procedimento anestésico.

Para que casos a histeroscopia é indicada?

A histeroscopia é indicada, normalmente, para diagnosticar e tratar problemas na cavidade uterina e no canal cervical, como miomas, pólipos, aderências e adenomiose. Também pode ser realizada para retirar o dispositivo intrauterino (DIU), para os casos em que o fio não fique visível ao médico durante o exame físico, além de extrair fragmentos de tecido para fazer biópsias.

A histeroscopia pode ainda ser cirúrgica, para corrigir malformações no útero, como o septo uterino, por exemplo, e também para fins de investigação para possíveis causas da infertilidade feminina.

Qual a relação entre histeroscopia e infertilidade feminina?

A histeroscopia consegue diagnosticar e tratar muitos problemas de saúde que causam a infertilidade feminina, como os miomas, pólipos endometriais e aderências intrauterinas. Quando o útero é acometido pelo desenvolvimento dessas doenças, o transporte dos espermatozoides até a chegada ao óvulo pode ser prejudicado, ou até mesmo impedir a implantação do embrião no endométrio devido a falhas no processo.

Por isso, para os casos em que a mulher deseja engravidar e não tem tido sucesso por pelo menos 12 meses, ou para as mulheres que tenham tido episódios consecutivos de abortos espontâneos, a histeroscopia passa a ser recomendada de forma complementar à ultrassonografia transvaginal.

Se mesmo após tratar a causa da infertilidade por meio da histeroscopia cirúrgica a paciente continuar sem conseguir engravidar, a indicação médica será pelas técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

É importante lembrar que a histeroscopia é um exame que precisa de cuidados para garantir a segurança da paciente, portanto, caso precise realizá-lo, procure por locais da sua confiança e de seu médico.

Centro de Cirurgia Pélvica